domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Doce sabor de amadurecer

     Como é incrível que com o passar do tempo nossas mães vão ganhando mais e mais razão nas coisas que nos diziam e insistíamos em ignora-las, achando caretisse pura.

     Nada é tão doce e prazeroso quanto a metamorfose que toda mulher passa, deixando de ser aquela menininha e assumindo seu posto de mulher!

     O egocentrismo dá lugar a essência do momento, o verbo antes conjugado em primeira pessoa – “EU”, passa para terceira – “NÓS”, o sensualismo dá lugar a vaidade e ao sexualismo e o nosso sexto sentido ganha um papel fervoso em nossas vidas.

     Ganhamos personalidade, apuramos nossos valores e nossas palavras ganham propriedade. Alguns atritos no lar começam a surgir, afinal de contas mais de uma mulher passa a ter voz ativa, por isso que num bando de leões temos apenas uma leona no comando, obrigando as outras à buscarem seu próprio bando. Sim o mundo selvagem também passa por essa metaformose é a lei da natureza.

     Toda mulher passa por este processo, umas mais cedos outras mais tarde, mas acreditem, TODAS passam. O mais incrível é que demoramos para aceitar essa transição, mas quando nos jogamos e mergulhamos fundo entendemos o doce e prazeroso sentido em SER MULHER.

     Deus sabia desde sempre que a criação deste ser amável levaria mais tempo, devido a sua complexidade e deu a nós o poder de gerarmos vidas devido o punhado a mais de ternura e compaixão que carregamos em nosso DNA.

     Os homens que me perdoem, mas ser mulher é muito mais incrível, muito mais prazeroso.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Prazer me chamo intensidade!

Vou iniciar este blog com uma publicação com a qual me identifico muito.
O texto é da Maitê Proença, uma publicação do seu livro "Uma vida inventada", que por sinal não li  (ainda), será minha próxima aquisição.
Os trechos que li me deixaram sedenta e empolgada!
Este trecho me traduz por completo, sou ariana sangue quente, apaixonada e intensa!
Dei algumas adaptadas para unir alguns trechos...

"...Só sei viver um amor se antes ele passar pela cegueira da paixão. Não entregaria minha vida a outro de caso pensado, sou defendida e controladora demais.
Só mesmo a paixão, que é do reino da loucura, me põe entregue e besta, com as patas arriadas no chão. E eis a contradição: nada me descansa mais que um amor insensato – quanta paz e conforto há naquele punhado de instantes em que se vislumbra o paraíso!
Não se morre de intensidade, morre-se, ao contrário, pelo embrutecimento. Deve ser por isso que hoje a medida das coisas muitas vezes me escapa. Quando a gente perde a delicadeza de se deixar mobilizar pelo entorno e recupera isso depois, o valor dos sentimentos se eleva. E pega-se gosto na brincadeira – já que não mata, quero despencar em vertigem de dor até o fundo do poço, e quero subir gargalhando até o infinito supremo, e quero me largar nesse amor feito uma canoa no mar, e quero e quero e quero mais...
Quando o mundo fica bobo, não é nada mal se entregar assim. Sensações podem ser prazerosas ou ruins e fazem a gente palpitar, mas elas vêm de fora, e por isso os sentimentos, a meu ver, lhes são superiores, brotam por dentro, e não há um igual a outro.
Neste mundo não há saída: há os que assistem, entediados, ao tempo passar da janela, e há os afoitos, que agarram a vida pelo colarinho. Carimbada de hematomas, reconheço, sou do segundo time. ..."